E de repente você reencontra várias pessoas que fizeram parte da sua infância.
O tempo passou e todos já estão adultos. A diferença das idades já não faz mais diferença. Os garotinhos são homens e as menininhas que brincavam de fantasiar com suas Barbies, agora já constituíram suas próprias famílias.
Tudo isso me faz pensar em uma questão levantada justamente por um amigo de infância: “porque as pessoas realmente importantes em nossas vidas um dia acabam se perdendo do nosso cotidiano?”.
Eu acredito que a evolução natural das coisas contribui para este “afastamento”. Um vai morar no outro lado do mundo, o outro vai tocar numa banda, a outra vira atriz e nunca mais fala com você, você mesmo toma outros rumos que as pessoas nem imaginariam que você tomaria e por aí vai.
Mas o que mais me chama a atenção nisso tudo é que a amizade nunca deixa de existir. Pois no momento do reencontro, seja ele como for, aquele sentimento de carinho volta à tona como se vocês nunca tivessem deixado de conviver. Esse é o mistério da vida. É o universo girando em torno das mesmas pessoas. É como se tivéssemos começado a ver um filme e apertássemos o “pause”, mas o que parou foi apenas o filme, não a sua vida, e quando você aperta o “play” novamente, tudo volta exatamente do ponto em que parou.
É claro que a evolução natural do ser humano o leva a pensar/agir de maneiras diferentes, de colocar as tais “máscaras sociais”, rever conceitos, mas a amizade verdadeira nunca é alterada. Pra mim, é uma coisa imutável e imortal. Seria até imoral e contraditório pensar diferente disso.
“Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.”
Albert Einstein

Um comentário:
Adorei a teoria da "tecla pause"... Perfeita!
É realmente muito instigante: algumas pessoas continuam a ser importantes, outras nem tanto. Tive "super-amigas" de colégio e hoje apenas uma ainda me dá saudade...
A verdade é que temos alguns Amigos que - depois descobrimos- são apenas colegas, companheiros de vida; e temos AMIGOS (com letra maiúscula) que serão para sempre importantes. Passe o tempo que passar, eles nos causam a mesma sensação de alegria!
Que bom que eles existem!
Super beijo!
Ci
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